Diferença entre intolerância a lactose e alergia ao leite

ALERGIA AO LEITE

INTOLERÂNCIA A LACTOSE

ALERGIA DA PROTEÍNA DO LEITE, CHAMADA CASEÍNA INTOLERÂNCIA AO AÇÚCAR DO LEITE, CHAMADA LACTOSE
NÃO PODE CONSUMIR NENHUM PRODUTO DERIVADO DO LEITE PODE CONSUMIR LEITE E DERIVADOS SEM LACTOSE
MAIS COMUM EM BEBÊS MAIS COMUM  EM ADULTOS E IDOSOS
SINTOMAS: COCEIRAS E VERMELHIDÃO NA PELE, INCHAÇO, FALTA DE AR, VÔMITO, DIARRÉIA OU CONSTIPAÇÃO SINTOMAS: VÔMITO, DIARRÉIA, GASES

Nenhum alimento é proibido

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Nenhum alimento é proibido!

Esta frase é muito importante para todos terem em mente, principalmente para quem está em processo de emagrecimento, que se priva de muitos alimentos , deixa de sair,de ter vida social, tem medo de experimentar, e se sente culpado caso consuma algo fora da dieta.

Não é necessário! O importante é equilíbrio!

Doces, refrigerantes, frituras, farinhas brancas e tantos outros alimentos realmente não fazem bem a saúde e apresentam alto valor calórico, e por isso não podem se tornar um hábito,  devem ser controlados, mas não proibidos.

O importante é a frequência e quantidade, consuma em datas especiais, em dias específicos e, atenção na quantidade.

Afinal, para muitas pessoas as guloseimas são uma forma de prazer e relaxamento, e faz bem para o psicológico e para alma!

Não se sinta culpado!

Se “jacou” e abusou, o mais importante é retomar a disciplina e focar na alimentação saudável e na prática de exercícios!

 

 

BCAA e dano muscular

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Muitos estudos a cerca da eficácia do suplemento BCAA  já foram publicados, e gostaria de dividir  com vocês mais um, este é o primeiro estudo de metanálise* que analisa o efeito da suplementação de BCAA na recuperação muscular. Publicado neste ano (2017), na revista Nutrition de alto fator de impacto (revista importante).

*Estudo de metanálise significa analisar os resultados de diversos estudos.

Neste artigo foram selecionados 10 artigos clínicos (somente em humanos) que fizeram uso da suplementação de BCAA, tanto em atletas como em praticantes de atividade física e de diversas modalidades (aeróbico e força), com o objetivo de relacionar a suplementação do BCAA na melhora da recuperação muscular e na melhora da dor muscular.

Para analisar se o músculo sofreu dano, utilizam-se diversos protocolos, no caso destes estudos utilizaram duas enzimas: Creatina-quinase (CK) e Lactato desidrogenase(LDH), ambas estão presentes no músculo e fornecem energia para ele.

Os resultados sugerem que  a suplementação não foi efetiva no controle da dor muscular ou seja, os voluntários que utilizaram o suplemento sentiram dor da mesma maneira do grupo controle(sem suplemento), no entanto na recuperação muscular o BCAA  teve um pequeno aumento da CK, ou seja,  efeito positivo na recuperação para os que fizeram uso do suplemento e, mais nos atletas, mas somente pelo fato de aumentar a CK, já que no nível de  LDH não houve mudança, não se pode concluir que o suplemento é eficaz apenas por um parâmetro.

O BCAA é um suplemento formado por aminoácidos de cadeia ramifica que são a leucina, isoleucina e valina, o corpo não produz e por isso pode ser adquirido através de alimentos fonte de animais e, existe muita contradição em torno de seu uso pois ele é vendido como um produto para melhorar a força muscular e recuperação, mas ainda não há nenhuma comprovação cientifica, no entanto a industria dos suplementos é forte e infelizmente muitos profissionais ainda indicam e, o pior, profissionais que não podem prescrever suplementos também indicam.

Este é mais um estudo confirmando que não ha necessidade de gastar dinheiro com um suplemento sem comprovação eficiente.

E se, caso você pensar, “Mas eu comecei a me sentir muito melhor e carregar mais peso após o uso deste suplemento”, sinto lhe informar mas é efeito placebo, e como mal para saúde não irá fazer pode continuar gastando!

Por isso consulte um nutricionista esportivo que irá analisar o melhor suplemento para seu objetivo.

Referência: Rahimi, M.H., Shab-Bidar, S., et al. Branched-chain amino acid supplementation and exercise-induced muscle damage in exercise recovery: A meta- analysis of randomized clinical trials. Nutrition 42 (2017),30-36.